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TEXTOS MATEMÁTICOS

Posted in Textos matemáticos on fevereiro 9, 2010 by veronicalopes

Somos professores de matemática. Somos amantes apaixonados dessa disciplina que nos fascina, que ordena todas as estruturas existentes no mundo. Não uma mera ciência, mas a Rainha de todas elas.  Uma linguagem que liga abstração e realidade, permitindo-nos viajar de um extremo ao outro, de Mercúrio à Plutão. Uma conexão que nos faz criar, imaginar, sonhar… a relação entre suas entidades, uma estória que nos faça calcular, um amor pra gente poder contar.

Viaje conosco nessas excelentes criações, imaginações e sonhos que deram origem aos belos  textos matemáticos que seguem adiante. Aproveite!!!

A tragédia da Matemática

Num certo livro de Matemática, um quociente
apaixonou-se por uma incógnita. Ele, o quociente,
produto de notável família de importantíssimos
polinómios. Ela, uma simples incógnita, de mesquinha
equação literal. Oh! Que tremenda desigualdade. Mas
como todos sabem, o amor não tem limites e vai do mais
infinito ao menos infinito.
Apaixonado, o quociente olhou-a do vértice à base, sob
todos os ângulos, agudos e obtusos. Era linda, uma
figura ímpar e punha-se em evidência: olhar rombóide
(=rombo – losango), boca trapezóide, seios esféricos
num corpo cilíndrico de linhas sinoidais (=curvas).
— Quem és tu? — perguntou o quociente com olhar
radical.
— Sou a raiz quadrada da soma do quadrado dos
catetos. Mas pode me chamar de hipotenusa-respondeu
ela com uma expressão algébrica de quem ama.
Ele fez de sua vida uma paralela à dela, até que se
encontraram no infinito. E se amaram ao quadrado da
velocidade da luz, traçando ao sabor do momento e da
paixão, rectas e curvas nos jardins da quarta dimensão.
Ele a amava e a recíproca era verdadeira. Se adoravam
nas mesmas razões e proporções no intervalo aberto da
vida.
Três quadrantes depois, resolveram se casar. Traçaram
planos para o futuro e todos desejaram felicidade
integral. Os padrinhos foram o vector e a bissetriz.
Tudo estava nos eixos. O amor crescia em progressão
geométrica. Quando ela estava em suas coordenadas
positivas, tiveram um par: o menino, em homenagem ao
padrinho, chamaram de versor; a menina, uma linda
abcissa. Ela sofreu duas operações.
Eram felizes até que, um dia, tudo se tornou uma
constante. Foi aí que surgiu um outro. Sim, um outro.
O máximo divisor comum, um frequentador de círculos
viciosos. O mínimo que o máximo ofereceu foi uma
grandeza absoluta. Ela sentiu-se imprópria, mas amava
o máximo. Sabedor desta regra de três, o quociente
chamou-a de fracção ordinária. Sentindo-se um
denominador comum, resolveu aplicar a solução trivial:
um ponto de descontinuidade na vida deles. Quando os
dois amantes estavam em colóquio, ele em termos
menores e ela de combinação linear, chegou o quociente
e num giro determinante disparou o seu 45.

Ela foi para o espaço imaginário e ele foi parar num

intervalo fechado, onde a luz solar se via através de

pequenas malhas quadráticas.

http://arcano.castelodotempo.com/node/60

Segue abaixo um texto do livro: Qualidade começa em mim ? Dr. Tom Chung.  É uma história com personagens da geometria, que tem o objetivo de propor uma reflexão sobre nossos paradigmas e nossas percepções de mundo. O que é visível e óbvio para uma pessoa com um paradigma pode ser invisível para outra, que tenha um paradigma diferente. Às vezes somos incapazes de perceber as coisas que estão bem a nossa frente. O que consideramos impossível, só é impossível devido a concepção de mundo que temos no momento.

“A única coisa permanente é a mudança.”

Heráclitus (500 a. C.)

Clique aqui e acesse: TERRA PLANA[1]

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